BEM VINDOS! 2012: TEMPO DE NOVAS CONQUISTAS.


"A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tam pouco a sociedade muda" Paulo Freire







quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

"Não é possível que um aborto seja terapêutico"

12-01-2011
Tags: aborto terapeutico
  A poucos dias de converter-se no novo Arcebispo de Santiago, Dom Ricardo Ezzati explicou à agência ACI, em espanhol, que falar de "aborto terapêutico" no Chile é uma contradição porque "nunca se pode curar uma pessoa eliminando-a".
  Dom Ezzati se referiu ao projeto apresentado em 15 de dezembro passado pelos senadores Evelyn Matthei (União Democrata Independente) e Fulvio Rossi (Partido Socialista), para legalizar o mal chamado aborto terapêutico quando estiver em risco a vida da mãe ou do feto apresente alguma má formação grave. No Chile está proibido todo tipo de aborto desde 1989.
 O novo Arcebispo do Santiago e Presidente da Conferência Episcopal Chilena recordou que "a tarefa que tem um médico é a de procurar a saúde e o bem da vida. A eliminação de uma vida humana nunca é um bem, nunca é uma intervenção de saúde".
"Chamar o aborto de terapêutico é uma contradição" para os médicos que sabem que cumprem uma função a favor da vida e "sabem que não é para nada uma medida terapêutica. Nunca se pode curar uma pessoa eliminando-a".
  Dom Ezzati evocou a declaração que os bispos do país emitiram no último 28 de dezembro para defender "com muita claridade o princípio evangélico e bíblico do valor da vida" e opor-se "a um projeto que tende a legalizar o que é um mal para a pessoa e a sociedade como é a eliminação da vida de um inocente".
  O Arcebispo pediu valorizar "o que significa introduzir na legislação do país algo contrário à ética humana e cristã" e recordou que "há princípios de fé que nos suportam e nos confirmam em nosso olhar também humano".
  Depois de esclarecer que opor-se ao aborto não suprime "uma atitude de acolhida, de compreensão pela dor das pessoas que se vêem nesta situação dolorosa", explicou que ante as decisões de vida ou morte requer-se "um amor muito maior, um amor que seja capaz de refletir de alguma forma o próprio amor de Deus que cuida de todos seus filhos, de uma maneira particular daqueles que mais o necessitam".

por: ACI Digital

Viagem insólita

Publicado em 11/01/2011

Nova ferramenta do Google permite passeio por 'camadas' do corpo humano. Por meio de uma visualização em três dimensões, é possível navegar da pele ao sistema nervoso.
   O rosto humano visto por meio de ossos, veias e artérias. Essa é apenas uma das visualiazações possíveis da nova ferramenta do Google. (foto: reprodução)
Fisioterapeutas, fãs de anatomia, biólogos, médicos e, quem sabe, pintores. É difícil definir a quem se destina a nova ferramenta criada pelo Google no final de 2010: o Google Body Browser, uma espécie de Google Earth do corpo humano.
   O que a comparação com a ferramenta que ajuda a conhecer regiões da Terra quer dizer na prática? Que agora é possível navegar pelos tecidos e camadas do corpo humano, tal como Dennis Quaid em Viagem insólita, o clássico filme da década de 1980.
   A redação da CH On-line usou o Google Body e  mais do que qualquer outra coisa  se divertiu com a ferramenta. É possível, com um simples mexer de mouse, enxergar em três dimensões o corpo humano. São seis modos de visualização: a pele, o tecido muscular, o tecido ósseo, os órgãos, o sistema circulatório e o sistema nervoso.

Viagem insólita
 
A modelo do 'Google Body Browser'. (foto: reprodução)
   O modelo do corpo a ser investigado é de uma mulher, o que impõe, obviamente, ausência de estruturas próprias ao corpo masculino e vice-versa.
   A diversão por aqui foi isolar partes do corpo sobre as quais temos curiosidade. Eu procurei o famoso (para mim) trato iliotibial, fáscia que se localiza na parte lateral da coxa e desce até o joelho. Esse trato foi responsável por quase um ano de dor insuportável. Tive, em duas oportunidades distintas, inflamação no local. A contusão é tão rara que fez o médico parar o consultório para mostrar aos colegas um 'mero mortal' com um tipo de dor que só atleta tem  o chamado 'joelho de corredor'.
Viagem insólita 2
O sistema circulatório pode ser isolado na ferramenta do Google.(foto: reprodução)

    Fui, pois, atrás do trato iliotibial. Há um sistema de busca para ajudar a navegação. Apesar de a plataforma ainda estar em desenvolvimento e o sistema de busca às vezes 'engasgar', não foi difícil chegar até o meu algoz. Pude vê-lo de frente, de lado, por baixo; observei-o sob todas as perspectivas.
    As meninas da redação foram igualmente curiosas. Pediram para encontrar o menor osso do corpo humano , o estribo,  no canal auditivo. Quiseram ver também onde fica a hipófise, a válvula mitral e mais uma dezena de órgãos, tecidos, veias, artérias etc.
É possível navegar por meio de combinação de órgãos, tecidos e sistemas. Por exemplo: se eu quiser ver o que está 'por cima' do trato iliotibial, basta incluir no corpo, por meio de um movimento intuitivo de mouse, o músculo. Se desejar ver mais as ligações nervosas do local, por exemplo , preciso apenas alocar mais uma camada no corpo.
   O Google Brasil já avisou que não há planos de traduzir a ferramenta para o português. Portanto, ao menos por ora, teremos de nos contentar em navegar pelo corpo humano em inglês. Outro entrave na página é o fato de não ser possível acessá-la com qualquer browser. As últimas versões do firefox e do chrome, no entanto, suportam a plataforma. Dá para aprender e se divertir muito por lá.

Assista a um tutorial (em inglês)
sobre o Google Body Browser

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Matemática dos afetos

Tese de mestrado defende uma relação mais próxima entre professor e aluno. A finalidade: tornar o estudante mais ciente da própria capacidade.
Por: Thiago Camelo
Publicado em 10/01/2011 | Atualizado em 10/01/2011
A opinião da professora Rosemeri Vieira Dittrich: quanto mais afeito ao professor, mais o estudante gostará da matéria. (foto: CC BY-NC 2.0 / Keng Susumpow)
Se você é um professor 'do tipo cara valente', daqueles que acham que a autoridade em sala de aula se constrói à base da voz alta, saiba: é capaz de estar fazendo muito mal ao seu aluno.
“Existe uma certo consenso de que o professor de matemática é mais racional e menos afetivo”
É o que diz a professora de matemática Rosemeri Vieira Dittrich, que defendeu tese de mestrado na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) sob o título Ensino e aprendizagem de matemática: o sucesso é possível. Em seu trabalho, Rosemeri conclui que, antes de pensar ementa ou currículo, é fundamental refletir sobre a relação aluno e professor.
"Existe uma certo consenso de que o professor de matemática é mais racional e menos afetivo. Talvez até seja mesmo e isso tem de mudar. Se o aluno não simpatiza com o professor, ele não vai simpatizar com a matéria", afirma Rosemeri, que começou a atuar como professora de matemática em 1998 dando aulas para alunos do ensino fundamental e médio de Curitiba.
Assim, antes de ensinar, seria necessário aprender a se comunicar. "A palavra transforma o pensamento em pensamento verbal, torna as coisas inteligíveis", diz um trecho da tese de Rosemeri.
A professora dá o exemplo do psicanalista Carl Jung, que estudou por anos a construção e a desconstrução de signos e símbolos por meio da linguagem. Jung, em seu livro Memórias, sonhos e reflexões, narra a época em que estudou matemática: "A álgebra parecia tão óbvia para o professor, enquanto para mim os próprios números nada significavam [...] O fato de nunca ter conseguido encontrar um ponto de contato com as matemáticas [...] permaneceu um enigma por toda minha vida".

Com matemática e com afeto

Muitos (muitos mesmo) especialistas dizem que a matemática é uma das ciências mais difíceis – afinal, números (só para ficar na matemática básica) são invenções da cabeça do homem. Começam e terminam na nossa mente. Alguns alunos têm dificuldade de entender esse tipo de abstração e, muitas vezes, calam-se, por receio de fazer alguma pergunta pouco inteligente.
A maioria dos alunos relacionou a afeição pelo professor ao gosto pela matemática
A professora admite que, no começo da carreira, não tinha muita paciência com alunos que apresentavam maior grau de dificuldade. É a velha história: é muito mais fácil colocar o centro do problema no outro do que em você mesmo. 
"Há estudantes que não entendem, por mais que se explique. E quanto mais não entendem, mais medo eles têm", explica Rosemeri. "Ficam com medo de não passar na prova, de serem ridicularizados. A função do professor é ter calma, ficar próximo e dar segurança a esses alunos".
Com o afeto e sabedoria, Rosemeri selecionou bons alunos em matemática e propôs uma conversa. Uma pergunta, na verdade: qual seria a razão desses alunos terem sucesso na matéria?
A maioria relacionou, além do gosto pela matemática, a afeição pelo professor.  A educadora, no trabalho, conclui:
A afetividade e o papel das emoções fazem parte integrante da formação e compete ao professor canalizar a afetividade para possibilitar a construção do conhecimento na sala de aula. O professor é fundamental para o sucesso do aluno na disciplina da matemática.

Thiago Camelo
Ciência Hoje On-line

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Como bebem os gatos?

Estudo norte-americano desvenda a mecânica por trás do movimento que esses felinos realizam durante o ato de beber. Trata-se de um sutil equilíbrio orquestrado por esses animais que lhes permite driblar a força da gravidade e ingerir o líquido.
Cutta Cutta, gato de estimação de um dos cientistas do MIT que realizaram o estudo sobre a mecânica envolvida no ato de beber desses felinos (foto: Pedro Reis).
Pesquisadores de instituições norte-americanas descobriram que, para os gatos, o simples ato de beber leite envolve uma complexa e instintiva mecânica de fluidos. Ao contrário dos cães, que se lambuzam enquanto bebem, os gatos só molham a parte superior da língua. Com movimentos rápidos, eles formam uma coluna com o líquido e conseguem driblar a gravidade durante o tempo necessário para ingeri-lo.
A ideia do estudo surgiu há três anos, enquanto o engenheiro Roman Stocker, do Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT, na sigla em inglês), observava seu gato “almoçando”. O físico português Pedro Reis, também do MIT, conta que Cutta Cutta, como o felino é chamado, parecia lutar contra a gravidade para trazer a água até a boca.
Para os gatos, o simples ato de beber leite envolve uma complexa e instintiva mecânica de fluidos
“Ficamos curiosos e, enquanto procurávamos a bibliografia relacionada ao tema, nos demos conta de que ninguém havia pesquisado isso antes”, diz Reis em entrevista à CH On-line.
Como o movimento dos felinos é muito rápido e não pode ser observado a olho nu, os pesquisadores usaram vídeos que permitiram uma análise quadro a quadro. Eles perceberam que os gatos projetam a língua como um ‘J’ e só a parte superior entra em contato com o líquido.
Depois disso, o gato recolhe a língua para cima, em direção à boca, em uma velocidade de aproximadamente um metro por segundo. Sua língua repete esse movimento quatro vezes por segundo e leva 0,1 ml de leite por vez.

Gato bebendo leite
Com movimentos rápidos, a língua felina forma uma coluna de água sustentada pelo equilíbrio entre as forças de gravidade e inércia (foto: Pedro Reis).
Esse processo cria uma coluna de líquido sustentada pela inércia, propriedade física segundo a qual um corpo não altera seu estado de movimento sem que sofra a ação de uma força externa. Quando o gato fecha a boca, ele bebe parte dessa coluna. “O que é fantástico é que o gato sabe exatamente quando fechar a boca e repete o processo com uma frequência que otimiza o volume ingerido”, explica o físico.
Se o animal esperasse mais uma fração de segundo, a gravidade faria com que a coluna se rompesse e a maior parte do líquido cairia novamente na tigela. Mas o felino fecha a boca exatamente no momento em que a gravidade e a inércia estão equilibradas.
“Do ponto de vista da mecânica de fluidos, esse é um processo bastante complicado, mas o gato sabe mesmo muito de mecânica de fluidos”, brinca Reis. E acrescenta: “Eles são equilibrados em tudo: quando caem e quando bebem!”

Língua mecânica

“Os gatos são equilibrados em tudo: quando caem e quando bebem”
Para calcular os movimentos da língua dos gatos com precisão, os pesquisadores criaram um dispositivo mecânico capaz de reproduzi-los. “Os gatos têm personalidade muito forte e não fazem o que pedimos a eles; por isso, construímos o robô, mas não foi nada fácil”, conta o físico.
Com o dispositivo, foi possível simular variações nos parâmetros do movimento por meio da aplicação de um modelo matemático elaborado pelo grupo para descrever o processo. A análise da variação sistemática desses parâmetros confirmou o modelo desenvolvido.
Os pesquisadores também filmaram outros felinos, como leões, tigres, jaguares e leopardos do Zoológico New England, em Boston (Estados Unidos). Dessa forma, eles confirmaram a hipótese de que, embora o modo como esses felinos bebem seja muito semelhante ao dos gatos, a frequência com que a língua repete o movimento diminui à medida que o peso do animal aumenta. Isso quer dizer que animais maiores bebem mais lentamente.
A equipe não esconde seu entusiasmo com o trabalho, publicado esta semana na página da revista Science na internet. “Para nós, esse estudo é mais uma confirmação de como é emocionante explorar o lado desconhecido da ciência, especialmente quando esse desconhecido é algo que faz parte de nossas experiências cotidianas”, avalia Reis.

Assista ao vídeo que mostra o movimento da língua do gato em câmera lenta

Bruna Ventura
Ciência Hoje On-line

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

agenda do cirio musical 2010


10/10 – Pe. Fábio de Melo (DOMINGO)
11/10 – Anjos de Resgate
12/10 – Pe. Antônio Maria
13/10 – Banda Dominus
14/10Pe. Joãozinho
15/10 – Diego Fernandes e Cosme
16/10 – DDD   (SÁBADO)
17/10 – Celina Borges  (DOMINGO)
18/10 – Salete e Davidson Silva
19/10 – Pe. Juarez de Castro
20/10 – Adriana
21/10 – Pe. Cleidimar
22/10 – Missionário Shalom e Suely Façanha
23/10 – Adoração e Vida   (SABADO)